A CRISE HÍDRICA PODERÁ PROVOCAR UMA SÉRIE DE APAGÕES EM 2022

A CRISE HÍDRICA PODERÁ PROVOCAR UMA SÉRIE DE APAGÕES EM 2022

 

INFLAÇÃO, VALORES EXORBITANTES NA CONTA DE ÁGUA E ENERGIA, E CRISE AMBIENTAL.

O que esses três fatores tem em comum?!

A medida que nos perguntamos, as respostas parecem estar mais distantes, porém são realidades que estão mais próximas do que imaginamos.

A CRISE HÍDRICA PODERÁ PROVOCAR UMA SÉRIE DE APAGÕES EM 2022

As estimativas de técnicos são péssimas, digamos que catastróficas, especialistas anunciaram que em Fevereiro de 2022 os reservatórios do centro-oeste e do sudeste poderão atingir 17% de suas capacidades, especialistas mais pessimistas dizem que  11%.(ambas concentram mais da metade da capacidade de armazenamento do setor elétrico nacional, e são represas que costumam ficar com níveis mais altos ao longo do ano. Elas são usadas para regularizar o sistema e garantir o fornecimento de energia mesmo nos momentos de seca) Ou seja, se baixar mais que isso as hidrelétricas PARAM de funcionar. Vamos colocar como exemplo um carro, ele precisa de combustível para funcionar, certo?. Digamos que o combustível das hidrelétricas seja a água.

Em 2021 se criou uma nova bandeira tarifária, chamada de ‘escassez hídrica’ com o valor de R$14,20 /100 kWh.

Isso ocorreu pelo fato de que as hidrelétricas estão com níveis de reservatórios baixos, e isso reflete direto no seu bolso.

A crise ambiental tem ligação direta com esse problema, causado pela atuação indevida das práticas humanas, que podem gerar impactos sobre as espécies e provocar a escassez desses recursos naturais. Dessa forma, o aumento da poluição nos espaços urbanos gera uma maior carga de poluentes para o leito dos rios que atravessam as cidades.

Paulo Feldman, ex-presidente da Eletropaulo disse em entrevista a CNN:

“Há um risco de termos apagões porque estamos com os níveis dos reservatórios baixos e precisaríamos que chovesse muito agora, mas não vai acontecer. Então é inevitável que tenhamos alguns apagões pelo Brasil afora. Isso é lamentável, porque vai prejudicar a economia brasileira e é capaz que piore a inflação, porque com a falta de energia, haverá um encarecimento ainda maior da tarifa, e a energia elétrica repercute em tudo”.

Para mudar essa realidade precisamos de um plano bem estruturado e consciente. Isso é real, os apagões, a crise hídrica... não são uma possibilidade para 2022, é um problema certo que acontecerá.

Existia no Brasil o sistema nacional de meteorologia que englobava uma série de especialistas, que inclusive trabalhavam na elaboração de previsões de eventos meteorológicos extremos, pesquisas de desenvolvimento e inovações, além de projetarem estatísticas de chuvas.
Mas foram extintos pelo governo, fazendo com que perdêssemos ainda mais o controle dessa situação, e quem paga caro por isso é a população. Nós temos que economizar? CLARO. Temos que buscar cada vez mais meios de poupar água, energia, as residências no Brasil gastam cerca de 12% da água enquanto um dos maiores protagonistas nessa indústria, usa 72% da água só para agropecuária. e consome 20% de todo o agrotóxico do mundo para suprir essas demandas,

Só para termos uma noção, um boi de 3 anos consome durante toda a vida 3 milhões de litros de água, 24 milhões para se hidratar e 7 milhões para os serviços da indústria. Ele consome 1300 kg de grãos e, assim, para a gente comer 1 kg de carne consome quase 16 mil litros de água, o que uma pessoa precisa para viver por 4 meses, segundo a ONU. O gado é o maior consumidor de recursos hídricos da cadeia. E quem consome carne todos os dias, demanda quase 4 mil litros. Uma quantidade altíssima de água, que não estamos podendo gastar.

Ou seja, é necessário sim que você economize deixando de tomar um banho quente, desligando aparelhos, trocando as luzes comuns por fluorescentes, etc. Mas essas são estratégias superficiais quando de fato o problema só vai se resolver por completo caso o governo tome inciativas cabíveis.

Isso requer ações de longo prazo.
Um caso interessante é o da Alemanha que aplicou diversos incentivos nos últimos 30 anos a quem construía casas, beneficiando aqueles que  optavam por colocar painéis solares isso fez com que hoje o país seja um dependente menor de uma rede instalada de maneira diferente, a questão é, isso se tratou de um esforço colocado em prática durante décadas.

Em curto prazo, o que vale é o governo atuar com todos os meios alternativos para poupar nossa maior base. E como já dito, criar planos bem estruturados, por que mesmo que chova muito, se não existir medidas inteligentes de sanar essa crise ambiental, que está explodindo para todos os lados a chuva não será de grande utilidade.

 

por: Pamela Cristina