O Mundial de Clubes de 2023 entra na fase mais decisiva a partir desta segunda-feira, às 18 horas de Lisboa, quando Fluminense e Al Ahly, respetivamente campeão sul-americano e africano, discutem, em Jedá, na Arábia Saudita, um lugar na final da prova. À espera de um deles, estará ou o campeão asiático Urawa Red Diamonds ou, muito mais provável, o Manchester City, vencedor da Champions League e favorito à conquista final apesar da crise momentânea, que se defrontam amanhã.
«Sabemos que o Manchester City é uma das melhores equipas do mundo, com vários jogadores especiais, um treinador incrível e que há alguns anos estão muito bem na Premier League e na Champions, aliás, a equipa que ganha a Champions sempre será a favorita no Mundial de Clubes», disse o experiente Marcelo, lateral do Flu de 35 anos, já a projetar eventual final com os ingleses.
Mas Felipe Melo, ainda mais experiente – é, aos 40, o jogador de campo mais velho a disputar a competição – alerta para os perigos do Al Ahly, rival nas meias-finais. «Será um jogo muito, muito difícil, quando disputei esta prova pelo Palmeiras, eles venceram-nos, na época, durante a pandemia, descansamos pouco, preparamo-nos mal para a diferença horária, mas eles mostraram ser uma equipa fortíssima e bem organizada, temos de nos preparar bem agora».
Do lado egípcio, o driblador sul-africano Percy Tau está consciente do valor individual de Marcelo, de Melo e também de André, Ganso, Arias, Cano ou John Kennedy, mas quer focar no talento coletivo. «Não podemos focar apenas nos indivíduos e sim na equipa no geral, será difícil mas queremos fazer história», afirmou. Em caso de empate, o jogo terá prolongamento e penáltis.
Fernando Diniz, treinador do Flu, tem o plantel à disposição e uma dúvida: utilizar, ou não, o recém regressado de lesão Samuel Xavier, titularíssimo ao longo da época, na lateral direita? À partida, o defesa deve atuar numa equipa com Fabio, na baliza, Samuel Xavier, Nino, Felipe Melo e Marcelo, na defesa, André, Martinelli, Jhon Arias, Ganso e Keno, no meio-campo, e Germán Cano, no ataque.
O suíço Marcel Koller não conta com Modeste, expulso na partida anterior com o Al-Ittihad, e tem Ashour, Kahraba e Elshahat em risco de suspensão – este último tornou-se, frente ao campeão saudita, no jogador com mais partidas, 13, no Mundial de Clubes, superando Emiliano Tade, do Auckland City. Eis a equipa provável: Elshenawy; Hany, Abdelmoneim, Ibrahim, Maaloul; Ashour, Attia, Koka; Tau, Kahraba, Elshahat.
O City, entretanto, chegou à Arábia Saudita ontem sob uma rara crise. «As sete horas de viagem seriam melhores com uma vitória, mas é o que é. Estamos para baixo, mas precisamos nos levantar para jogar e competir lá», disse Pep Guardiola, ainda em Inglaterra, depois de empatar com o Crystal Palace, no terceiro jogo em casa sem triunfos, e de ter caído para a quarta posição na tabela.
Fonte - A bola